Notícias

Inscreva-se em nossa newsletter

Indústria Farmacêutica no Brasil

Tudo o que você precisa saber sobre o setor farmacêutico e suas funções na sociedade atual.

Este conteúdo tem o objetivo de elucidar várias dúvidas que permeiam o mercado nacional de fármacos, mostrando que é possível ir muito além de “apenas” fabricar medicamentos.

O mercado brasileiro

Observando as cifras que movimentam o mercado podemos ter uma real noção da importância para a economia nacional. Dados da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) apontam que em 2018 o faturamento do setor foi de R$ 76.20 bilhões.
 
Até 2023, estima-se que a Indústria Farmacêutica no Brasil deverá movimentar entre 39-43 bilhões (US$), isso significa vendas de aproximadamente 238 milhões de doses, levando em conta medicamentos similares, de referência, genéricos e os MPIs (medicamentos que não necessitam de prescrição médica para compra).

Se expandirmos o cenário a nível mundial, O Brasil é o 7ª no ranking do setor. Previsões apontam um crescimento no mercado até 2023 que faria o país subir duas posições, ultrapassando França e Itália. O ranking é liderado pelos EUA, seguido da China.

Sem tempo para ler agora?

Baixe esse conteúdo em PDF e leia quando e onde quiser.

Números do Varejo Nacional

Houve um crescimento de 10% das vendas no varejo em 2018, o que resultou em R$62,4 bilhões. O maior crescimento se deu nos medicamentos novos (sob patente) que tiveram um aumento de 19,3%, chegando a R$ 8,2 bilhões. 

A maior parcela do mercado corresponde aos medicamentos maduros sob prescrição (R$ 23,3 bilhões), houve um crescimento de 5% em relação ao ano anterior.

Regulação dos preços dos medicamentos no Brasil

Embora seja desconhecido da maioria da população, há um órgão no país que regula os preços dos remédios, a responsabilidade fica a encargo da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). 

O papel da agência é estabelecer critérios para definições de preços e ajustes dos medicamentos que circulam em todo o território nacional.
 
Se há um órgão governamental regulando o preço dos medicamentos, o que acontece para haver tantas diferenças de preços entre os mesmos medicamentos, muitas vezes em localidades próximas?

A resposta é simples, a CMED estabelece um valor máximo a ser cobrado, chamado de preço lista. 
 
Mas não significa que seja um preço fixo, como se fosse tabelado. Há liberdade para a aplicação de descontos, o que explica as variações de preços entre as farmácias. Os descontos variaram entre 39-42% nos últimos 5 anos.
Quanto tempo leva para o desenvolvimento de um medicamento?

O tempo estimado para um medicamento chegar às prateleiras das farmácias é de, aproximadamente, 10 anos. Existem 3 etapas principais nesse processo:

– Descoberta de novos fármacos
Duração: 3-6 anos
Percentual do orçamento: 21,5%
 
– Pesquisas Clínicas
Duração: 6-7 anos
Percentual do orçamento: até 65%
 
– Revisão regulatória e autorização de mercado (Anvisa)/ produção em larga escala
Duração: 0,5 – 2 anos
Percentual do orçamento: até 3,5%
 
O segmento de medicamentos biológicos necessita de investimentos mais altos devido às particularidades do ramo, chegando a superar o dobro da média.
Muito além da indústria farmacêutica: Pesquisa e patentes no Brasil.

Muito se fala da necessidade de investimentos no setor de pesquisa, embora o mercado nacional tenha excelentes profissionais e centros de referências em pesquisa (Instituto Butantan é maior exemplo disso), o que mais atrapalha o setor é a burocracia envolvendo os processos.

Tudo isso se reflete em números, os pedidos de patentes solicitadas em 2017 foram de 25.658. Pode parecer um valor expressivo, mas quando se compara com EUA e China, que juntas somam quase 2 milhões de pedidos de patente (isso corresponde à metade da produção mundial) fica clara a necessidade de modernização das etapas.
 
O órgão responsável pela emissão de patentes no Brasil é o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), o backlog (requisições necessárias a produtos ainda não produzidos) foi em média de 14 anos. 

Em 2019 foi anunciado pelo governo federal medidas para reduzir esse prazo em 80% até 2021.

Saúde e a Indústria farmacêutica.

O papel do mercado farmacêutico é atender as necessidades que estão surgindo diante desse cenário, sem deixar de lado os outros setores que também se beneficiam das descobertas farmacológicas.

As doenças degenerativas neurológicas e o câncer lideram o pipeline do setor farmacêutico a nível mundial. É uma tendência que se mantém nos últimos anos devido ao aumento desses casos.

Terapias em desenvolvimento (números) – ranking mundial

  • Câncer – 1.919
  • Neurologia – 1.308
  • Doenças infecciosas – 1.261
  • Imunologia – 1.123
  • Cardiovascular- 563
Com a constante preocupação com saúde e bem-estar da população em geral, seguirá a tendência de crescimento no setor farmacêutico, que é diretamente responsável pelo aumento da qualidade de vida.